Vitamina K

Vitamina K

Certos nutrientes são indispensáveis para o funcionamento do corpo e nem sempre recebem a devida atenção. Esse, sem dúvida, é o caso da vitamina K. Ao contrário da vitamina C, por exemplo, é muito menos conhecida ou priorizada na alimentação.

Apesar de não fazer parte da lista de prioridades, se trata de uma vitamina tão importante quanto outras. Sua função no organismo está diretamente relacionada à saúde, especialmente do sangue.

E é sobre a importância da vitamina k que vamos falar agora, confira!

 

Vitamina K: O que é?

As vitaminas são substâncias que nosso corpo precisa para crescer e se desenvolver adequadamente. A vitamina K tem a função de produzir proteína para que tenhamos ossos e tecidos saudáveis. Além disso, também produz proteínas essenciais para o processo de coagulação sanguínea. Com os níveis errados, você pode sangrar facilmente ou mesmo formar coágulos que são perigosos para a saúde.

Em geral, recém nascidos têm uma quantidade pequena de vitamina K. Segundo a Organização Mundial da Saúde, 05% dos bebês nascem com deficiência dessa substância. Assim, o ideal seria que recebessem uma dose adequada logo ao nascer. No entanto, pelo menos no Brasil, ainda não há uma legislação que regulamente essa necessidade.

 

Vitamina K: Quais são os tipos

Embora o princípio da vitamina seja o mesmo, existem diferentes tipos de vitamina K. Você sabia que existe essa diferença? São três:

1. vitamina K1: é o tipo de nutriente encontrado naturalmente por meio de alimentos;
2. vitamina K2: é a substância encontrada organicamente na flora bacteriana.
3. vitamina K3: é a fórmula manipulada pela indústria da saúde para corrigir a deficiência do nutriente.

Em geral, os suplementos que oferecem uma reposição dessa vitamina são produzidos a partir da K3. Se trata de uma forma saudável e segura, com a devida absorção pelo organismo.

Se você consegue ter os níveis adequados por meio da alimentação, terá K1 e K2 no seu corpo naturalmente. Se precisar realizar uma ingestão extra, a ingestão serã de K3. No entanto, para a saúde, é a opção mais adequada, complementando as duas variações naturais.


 

Vitamina K: Quantidade Recomendada

Um organismo saudável precisa ter as quantidades adequadas de cada tipo de vitaminas e minerais. Os nutrientes vão garantir o bom funcionamento do corpo como um todo. E, para isso, os níveis de cada vitamina precisam ser adequados.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a ingestão diária da vitamina K depende de um fator. A idade é que vai determinar quanto do nutriente você necessita.

Veja a tabela com a quantidade recomendada para cada fase da vida:
- 0 a 6 meses: 2 mcg
- 7 a 12 meses: 2,5 mcg
- 1 a 3 anos: 30 mcg
- 4 a 8 anos: 55 mcg
- 9 a 13 anos: 60 mcg
- 14 a 18 anos: 75 mcg
- Homens com 19 anos ou mais: 120 mcg
- Mulheres com 19 anos ou mais: 90 mcg
- Gestantes e Lactantes: 90 mcg

Embora esse valor pareça simples de serem completados, a verdade é que apenas a alimentação nem sempre é suficiente. Com a alimentação cada vez mais corrida, com alimentos industrializados, essa meta tem se tornado mais distante. E quem acaba sofrendo é o organismo.

Vale dizer que para que sua absorção seja ideal, a vitamina K depende também das doses adequadas de cálcio. Por isso, é importante não subestimar a importância de alimentos saudáveis ou de suplementação adequada.

 

Vitamina K: Para que serve

A ação da vitamina K é indispensável desde o início da vida. A presença adequada do nutriente é responsável por diferentes funções. Confira as principais:

- estimula uma maior fixação de cálcio nos ossos e nos dentes. Isso faz com que a densidade óssea seja mais saudável;
- previne hemorragias em bebês prematuros. Sua presença aumenta a coagulação do sangue, fazendo que com que os recém nascidos não tenham complicações como sangramentos intestinais, por exemplo;
- contribui para a circulação sanguínea, também é uma aliada da cicatrização.
- aumenta a elasticidade dos vasos sanguíneos, impedindo o acúmulo de cálcio. Essa ação previne doenças como a aterosclerose.

Esses benefícios são observados quando os níveis de vitamina K cumprem o que determina a OMS. Isso, é claro, se a quantidade de cálcio estiver igualmente correta. Do contrário, o corpo não terá capacidade de realizar a absorção correta.

 

Vitamina K: Quais Alimentos são Ricos na Vitamina?

Sempre que você tiver dúvida sobre qual alimento mais fornece vitamina K, busque pelos vegetais de cor verde escura. Mas fique atento, indivíduos que fazem uso de remédios anticoagulantes devem consumir esses alimentos com cautela. É importante sempre manter a mesma quantidade desses vegetais, sem nunca exceder na quantidade.

Veja quais são os 12 alimentos mais ricos em vitamina K:

Couve-de-bruxelas

Embora não seja tão comum nas refeições do brasileiro, esse tipo de couve é excelente em termos de nutrientes. São 450 microgramas de vitamina K em uma porção de 80g do vegetal.

Brócolis

Um ótimo aliado para fazer crianças consumirem a vitamina K, o brócolis é também muito rico no nutriente. Em 90g das famosas arvorezinhas, há pelo menos 250 microgramas de vitamina.

Couve

Muito comum nas feijoadas, a couve é bastante versátil. Pode ser feita em forma de farofa ou apenas refogada. O ideal é não cozinhar por muito tempo, ou perde nutrientes. Em 70g de couve, tem 145 microgramas de vitamina K1.

Espinafre

Ótima para bolinhos e panquecas, o espinafre também pode ser consumida como refogado. Seus nutrientes são muitos, com destaque para 96 microgramas de vitamina K em 60g das folhas.

Couve-Flor

O aroma da couve-flor não é dos mais agradáveis, no entanto, se trata de um ótimo aliado da perda de peso. Com poucas calorias, cerca de 50 gramas do vegetal tem 150 microgramas de vitamina K. Experimente fazer como substituto do arroz e terá uma receita saudável e super fitness.

 

Alface

A grande queridinha das saladas, a alface é aquele alimento que você pode consumir livremente. Em uma porção de 60 gramas de alface, você vai encontrar 120 microgramas de vitamina K e quase nada de calorias.

 

Cenoura

Embora não tenha o tom verde escuro, a cenoura pode ser incluída na dieta até mesmo crua. É uma ótima opção para matar a fome sem extrapolar nas calorias. Tem 110 microgramas de vitamina K em 80g de cenoura.

 

Pepino

Quem não adora uma salada de pepino no verão? Super refrescante, o vegetal pode ser consumido cru mesmo e ajuda na sensação de saciedade. São 77 microgramas de vitamina K em 100 gramas do alimento.

 

Repolho

Outro legume super adorado pelos brasileiros, o repolho é muito eclético. Pode ser consumido cru, cozido, refogado, assado e ainda tem uma versão roxa. Na verde, são 340 microgramas de vitamina K em 100 gramas. Mas se quiser comer o roxo, terá uma dose extra também de antioxidantes.

 

Azeite de canola

Nada melhor para temperar uma salada do que um bom azeite. O de canola tem 8 microgramas de vitamina K em uma colher de sopa. É ótimo para otimizar o nutriente em receitas com alface e cenoura. O óleo de canola também é rico, podendo ter entre 16 e 25mcg em uma colher.

Fígado de boi

Que criança não cresceu com os pais pedindo por favor para comer fígado? E não é à toa. Apesar de não ser o prato favorito de quase ninguém, se trata de um alimento muito saudável. Em 100g de fígado de boi, são encontrados pouco mais de 100 microgramas de vitamina K.

 

Gema de ovo

Embora a clara de ovo seja a favorita da alimentação saudável, a gema também tem seus nutrientes. Em uma média de 100 gramas de gemas (cerca de 3 ovos grandes), são quase 150 microgramas do nutriente K.

Como dá pra notar, apenas por meio da alimentação não é exatamente muito fácil garantir a ingestão ideal de vitamina K. O que acontece é que são microgramas presentes nos alimentos, sendo que a necessidade é em muitas gramas.

É por isso que existe uma necessidade cada vez maior de suplementar a presença dessa substância

 

Vitamina K: Carência

A ausência de vitamina K no organismo não causa uma doença específica. No entanto, afeta diretamente as suas condições sanguíneas. Os principais grupos de risco para uma carência são:

- pessoas com doenças que afetam a absorção no trato digestivo, como a doença de Crohn ou celíaca;
- quem toma remédios ou drogas que afetam a absorção de vitamina K;
- indivíduos com alimentação pobre em verduras, frutas e legumes;
- viciados ou quem faz uma ingestão intensa de álcool;
- bebês recém nascidos.

Nesses casos, os sintomas costumam ser de sangramento mais fácil, por exemplo. E dificuldade na cicatrização, já que o sangue demora mais a coagular.

 

Vitamina K: Coagulação

Você deve estar se perguntando que exatamente a vitamina K e coagulação tem a ver. O que acontece é que essa substância contribui no processo da síntese hepática de proteínas como:

1. pró-trombina - fatores II;
2. fatores de coagulação - fatores VII, IX e X;
3. e as proteínas inibidoras da coagulação (C, S e Z).

Está na hidroquinona, a forma ativa da vitamina a sua maior função. É por meio dela que acontece todo um processo relacionado ao poder de coagulação do sangue.

Quando uma pessoa está tomando um anticoagulante como a varfarina, por exemplo, a vitamina não é utilizada da mesma forma. Por isso, os médicos costumam recomendar cautela em seu consumo para quem é anticoagulado. Do contrário, pode acontecer um desequilíbrio sanguíneo.

Em se tratado da vitamina K, a função vai além do sangue. A substância age também na regulação do chamado Íon cálcio na osteocalcina, a proteína do osso. O consumo correto da vitamina vai permitir o desenvolvimento precoce do esqueleto e manutenção dos ossos sadios após o envelhecimento.

Conforme os anos vão passando, essa vitamina se torna ainda mais importante para o organismo.

 

Vitamina K: Quando fazer Suplementação?

Como é a sua alimentação? Você sabe que tem algum problema de coagulação? Esse é o ponto de partida para determinar a necessidade de suplementação da vitamina K.

Para pessoas com uma dieta pobre em vegetais, é quase certo que há necessidade de fazer uma reposição da substância. No entanto, nesse caso, é importante também avaliar como andam os níveis de cálcio. O mineral significa um fator importante para saber se a absorção pelo organismo está correta.

Para determinar a suplementação, fique atento a sintomas simples como sangramentos no nariz ou sob a pele, por exemplo. Sabe quando manchas roxas aparecem mesmo sem que você tenha batido em algum lugar? Esse é um importante sinal de alerta tanto para a deficiência de vitamina K quanto para outras possíveis doenças.

Sinais mais sérios como sangramento excessivo em feridas, no estômago ou no intestino também são bastante relevantes. Nesse caso, a busca por ajuda especializada é indispensável.

 

Vitamina K: Efeitos Colaterais

Outra dúvida bastante comum é se existe risco de excesso de vitamina K no organismo. E se existe algum efeito colateral causado por essa substância. E a resposta é que sim, no entanto, são raros os casos em que a vitamina está presente além dos níveis normais no corpo.

Geralmente relacionada a outras doenças, a hipervitaminose K, excesso de vitamina K, pode levar a doenças hepáticas e anemia hemolítica (por destruir as células vermelhas no sangue). Por se tratar de uma condição incomum, a maior recomendação é para bebês, que recebem suplementação via injeção após o parto. Nesse caso, uma dose errada pode causar problemas cerebrais.

Em termos de suplementação, é praticamente impossível ter uma sobredose, já que cápsulas são geralmente devidamente calculadas.

 

Vitamina K: Precauções

Para evitar qualquer problema com ausência ou excesso de vitamina K, fique sempre de olho nas reações do seu corpo. Sempre que perceber, principalmente, alguma alteração na coagulação sanguínea, é importante investigar os motivos.

Da mesma forma, quem já faz anti coagulação por meio de remédios precisa ficar atento. Siga sempre as recomendações médicas e não faça suplementação por conta.

Embora os produtos à base de vitamina K sejam considerados seguros, pessoas com doenças crônicas devem evitar seu consumo sem liberação especializada prévia.

Em geral, toda vitamina é indispensável para a manutenção e saúde no corpo, mas como tudo, precisa de moderação.